Desemprego cai em Aracaju e atinge menor nível da série histórica em 2025
- assessoria
- 24 de fev.
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Capital sergipana registra taxa de desocupação de 6,3%, a menor desde o início da PNAD Contínua, e avança na formalização do trabalho

Aracaju encerrou 2025 com um marco importante no mercado de trabalho: a capital registrou a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O índice caiu para 6,3%, resultado bem abaixo dos 10,8% em 2024 e dos 12,9% em 2023.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram um avanço consistente no cenário de emprego da capital sergipana.
A redução de 4,5 pontos percentuais em apenas um ano reforça o ritmo de recuperação econômica de Aracaju. Em 2025, o índice da capital ficou abaixo da média de Sergipe (7,9%) e também do Nordeste (7,9%), consolidando um desempenho acima da média regional.
Informalidade também recua
Outro dado positivo foi a queda da informalidade no mercado de trabalho de Aracaju. Em 2025, a capital contabilizou 105 mil trabalhadores informais, o equivalente a 33,2% do total de pessoas ocupadas.
Em 2024, eram 107 mil trabalhadores nessa condição, com taxa de 36,5%. A redução de mais de 3 pontos percentuais indica avanço na formalização do emprego e maior acesso a vínculos com carteira assinada.
Para comparação, a taxa média de informalidade no Brasil em 2025 foi de 38,1%, acima do índice registrado em Aracaju.
Qualificação e presença nos bairros fortalecem empregabilidade

A presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Melissa Rollemberg, destacou que a melhora nos indicadores é resultado do fortalecimento das políticas públicas voltadas à qualificação profissional e à aproximação com a população.
“Quando comparamos 2023, 2024 e 2025, percebemos uma redução muito significativa na taxa de desocupação. Saímos de 10,8% em 2024 para 6,3% em 2025. É uma queda expressiva, que demonstra que as ações desenvolvidas pela Fundat estão surtindo efeito”, afirmou.
Segundo Melissa, a estratégia de descentralizar os cursos e ampliar a presença da Prefeitura nos bairros, especialmente nas regiões mais afastadas do centro, tem ajudado a democratizar o acesso à qualificação e às oportunidades.
“Temos investido na oferta de cursos em diversos bairros, fortalecendo nossa presença nas comunidades e dialogando diretamente com quem mais precisa. Quanto mais próximos estivermos da população, mais fortalecemos a empregabilidade”, ressaltou.
Ela também destacou que mais de 6 mil pessoas foram qualificadas pela Fundat em 2025.
Escuta do mercado e das pessoas
Melissa Rollemberg também reforçou a importância do diálogo com o setor produtivo e com os trabalhadores para tornar as formações mais eficientes.
“As qualificações têm sido assertivas porque são planejadas a partir da escuta do mercado e das pessoas. Conversamos com empresários e com os trabalhadores para alinhar as formações às demandas reais. Isso tem gerado mais carteiras assinadas, mais oportunidades e, consequentemente, mais dignidade para a nossa população”, completou.
Quarto trimestre confirma tendência de crescimento
Os números do quarto trimestre de 2025 também reforçam a evolução do mercado de trabalho em Aracaju.
No período, a capital registrou 300 mil pessoas ocupadas, contra 294 mil no mesmo trimestre de 2024 — um aumento de 6 mil trabalhadores.
O nível de ocupação passou de 56% para 56,9%, indicando que mais da metade da população em idade ativa estava trabalhando.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas desocupadas caiu de 34 mil para 27 mil, e a taxa de desocupação trimestral recuou de 10,4% em 2024 para 8,4% em 2025.
No quarto trimestre de 2025, Aracaju contabilizou 527 mil pessoas em idade de trabalhar, número praticamente estável em relação às 526 mil registradas no mesmo período do ano anterior. Desse total, 327 mil estavam na força de trabalho — grupo que reúne pessoas ocupadas e aquelas que procuram emprego —, mantendo patamar semelhante ao de 2024.
Sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal levantamento do país para monitorar o mercado de trabalho. A pesquisa é realizada trimestralmente pelo IBGE e entrevista cerca de 211 mil domicílios em todo o Brasil.
A coleta é feita por aproximadamente 2 mil entrevistadores, distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal, com apoio da rede de mais de 500 agências do IBGE.


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